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altas aventuras na era da internet discada

junho 3, 2014

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Comecei a escrever esse post no Evernote, em um tablet, na minha cama, sem precisar de um fio pra estar conectada à internet e enviar o texto pro meu e-mail pra deixar bonitinho e postar. Se eu fiquei chocada quando fui fazer um trabalho na casa de uma amiga e vi que ela não precisava usar o telefone pra se conectar (sem aquele barulho chato, sem ter que ficar tentando mil vezes entrar num domingo e sem ter que ficar off pra mãe ligar pra tia), imagina como seria se viajasse pro futuro e visse tudo isso?

Entrei no ~mundo da internet~ em 2002, não passei muito tempo com internet discada, acho que uns 2 anos, mas nesses tempos eu:

Tinha um “blig” (blog do iG): nem lembro o que falava lá, mas sei que um dia usei pra falar mal de uma menina que cismava que eu dava em cima do namorado dela e fazia um inferno na minha vida, citei nome e tudo. Alguns dias depois, ela mandou uma das meninas mais invocadas da escola, com o post impresso e tal, pra tirar satisfação comigo. Não lembro no que deu, mas sei que nunca mais ousei sair falando mal de alguém, acho que morri de medo de apanhar.

Discuti com uma menina por email: um problema que me acompanha desde sempre é que tem gente que resolve “do nada” que não gosta de mim e isso aconteceu algumas vezes na escola. Também não lembro detalhes, mas aproveitei que eu era uma cagona na vida real, porém com assuntos pendentes, e mandei um email pra uma menina x que “me odiava” tirando satisfação. Lembro de termos discutido mais ainda, mas a vitória veio tempos depois, quando dei meu primeiro beijo; não foi  premeditado, mas depois descobri que ela era a fim do menino… Paciência,  gente.

Eita, Andressa barraqueira – só que não!

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Rezava pra conseguir me conectar aos domingos: esse era o dia que eu tinha pra ficar na internet, era de graça (ou muito barato, não me lembro), mas sempre mega congestionado. Raramente conseguia me conectar de primeira, então ficava rezando pra ver se ajudava.

 Quis morrer mil vezes: toda vez que alguém precisava usar o telefone ou estava esperando alguma ligação, eram séculos esperando ter a linha liberada.

Escrevi várias histórias: eu lia muito e adorava escrever, como não era sempre que podia ficar na internet, acabava escrevendo histórias. Uma era bem parecida com Harry Potter (sou apaixonada), teve dois “volumes” de quase 100 páginas cada. A outra era romântica, falava de como o bonitão da escola se apaixonou pela menina mais chata da escola, que ele convidou pra sair só porque tinha pedido uma aposta. Nada cliché! Hahaha! Era uma delícia criar meu próprio mundo. As histórias se perderam em disquetes, uma pena :/ Elas deviam ser mega fraquinhas, mas seria bom se as tivesse comigo.

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Sinceramente, não me lembro muito de como foi minha transição pra banda larga, faz bastante tempo, penso em algumas coisas e não sei dizer exatamente de qual período é, mas também me lembro muito de:

♥ Passar horas no Dollz Mania: ficava montando as bonequinhas, com roupinha, sapato e cabelo. Tinha outros sites assim, mas as bonequinhas eram pequenas e feinhas, esse site tinha as mais legais.

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♥ A grande importância do MSN: colocar indireta pro ~boy~ no subnick – e ter um mini infarto quando ele ficava on (“eles” na verdade, eu adorava me apaixonar por um cara atrás do outro e os dramas e tudo mais).

♥ Aventuras na hora do download: meu primeiro contato com o mundo pornô foi logo depois que abri toda feliz algum espetáculo do Cirque du Soleil que tinha acabado de baixar – “Humm… O que esses dois caras tem a ver com circo? É UM FILME PORNÔ SOCORRO DEIXA EU FECHAR ISSO SERÁ QUE MEUS PAIS VÃO DESCOBRIR!!!!1!1!1!!”

♥ Comunidades do Orkut: existia uma que chavama “Minhas comunidades fizem quem eu sou” ou algo assim, era bem isso o que acontecia comigo. E quando tava apaixonadinha? Entrava em umas 50 de uma vezes, todas com título e descrição mega profundos.

♥ [Pra fechar o post com chave de ouro] Meu primeiro contato com o Youtube: um vídeo maravilhoso chamado “Chaves: Tráfico na Vila”, se você passou os últimos oito anos em Marte e nunca viu, fica aí a oportunidade:

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